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sábado, 13 de agosto de 2016

ACLIMATAÇÃO RIO 2016

                                  FOTO: de 20 de julho de 2016.

O judô é mais do que um esporte, através dele pude conhecer o Mundo e suas diferentes culturas.
Trabalhar nesta aclimatação com atletas de países árabes, com a cultura tão diferente da nossa, foi realmente especial.
FOTO: No Dojô do ginásio da UNIMES, tratando a lesão do joelho do egípcio do 60kg com alongamentos, massagem e acupuntura.

Meu trabalho foi realizado na Sala de Massagem do Mendes Plaza Hotel, local onde os países estavam hospedados. Fiz atendimentos também em outros atletas do Qatar e Algéria.
Não foi somente massagem desportiva, fiz vários atendimentos com acupuntura pois todos os atletas tinham pequenas lesões que incomodavam no treino. 
Por ser ex atleta e compreender os movimentos e as necessidades de cada um, a confiança veio logo no primeiro atendimento, com os técnicos e atletas. Experiência única!
Fiquei encantada com a religião muçulmana, saber sobre as 5x por dia de orações, o dia do juízo final, os dois anjos, o alcorao, o casamento, os ensinamentos do profeta Mohamed e ver que independente de religião que houver no Mundo, o nosso mesmo Deus/Alá está acima de todas as coisas !
                                           Foto: Equipe de judô do Egito: Ahmed, Mohy e Ali.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Fabiane Hukuda- Mãos que curam- ESPN BRASIL

FABIANE HUKUDA 

Abrindo as portas para ESPN Brasil 

 contar um pouquinho da minha história. 



Foram 4 ciclos olímpicos de treinamentos intensos, morei longe de casa em alojamento aos 14 anos,quando entrei no Projeto Futuro (atual Centro de Excelência) e fui a primeira mulher judoca a morar lá junto com a Luciana Ohi e em seguida entrou a Twila Barroso. "Apanhamos" muito lá dentro. Devo ter chorado quase todos os dias por um ano...10 randoris básicos no mín todos os dias... Corridas alucinantes na pista de atletismo....treino nas escadarias no ginásio do Ibirapuera...fila quando o Sensei faltava...rs


Sofri muito com a falta de patrocínio, aguentei inúmeras piadinhas "que judô não era para mulher"... os meninos falavam que o campeonato feminino era ridículo e muito fácil. Se eu ganhava de ippon tava fácil. Se eu ganhava de "koka" é porque eu era ruim! Então tá! rs
Contribuí para o judô feminino se destacar numa época da era Mamede da CBJ onde faltava estrutura, faltava tudo. Se a viagem custava mil dólares, a antiga CBJ já teve a cara de pau de cobrar 3 mil dólares para o Mundial Jr. de 1996 realizado em Portugal.
O uniforme custou 200 dólares...e assim andava o circo!
No ano 2001 entrou a nova CBJ. Aí as coisas começaram a andar pro judô brasileiro. Ainda engatinhava, mas já era o início de uma nova fase!

Só não faltava a vontade de vencer. Tentei Atlanta 96, Sydnei, Fui para as Olimpíadas de Atenas e não passei da primeira luta. Em Pequim eu lutava pela Austria, belisquei vários 5. e 7. lugares na qualificação e não consegui o ranking para as Olimpíadas.
Desde que entrei no judô eu sonhei todos os dias com uma medalha Olímpica...fiz tudo o que pude, treinei, me dediquei para isso e mesmo não conquistando, me sinto vitoriosa pelo meu judô técnico que apresentei e pelo caminho que trilhei. 



Decidi parar porque estava no limite do meu corpo, eu sempre me cuidei demais, nunca fiz uma cirurgia! Só que começaram as fraturas por stress e lesões nos meus pés, cotovelos e ombros....pra treinar era tipo uma armadura....esparadrapo no ombro, no cotovelo, no corpo todo....e eu já não tinha mais posição para dormir, sentar e levantar sem dores.
Foram 10 anos na seleção brasileira, 4 na seleção austríaca. Morei em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Bad Goisern, Linz, Oberalm.
O mais difícil após encerrar a carreira foi de decidir qual rumo tomar profissionalmente. Me sentia um peixe fora dágua, completamente fora do mundo real do trabalho. Eu tinha o desejo de ser artista plástica, não fui. Enquanto fui atleta eu tentei arquitetura, artes, depois decoração de interiores....Por fim, quando parei de lutar, decidi que queria Massoterapia, estudei acupuntura, dei aulas de judô e parei. Hoje eu estudo Ed. Física e quem sabe uma Fisioterapia....rs

O judô competitivo já é passado desde 2009 e o meu presente está sendo gratificante trabalhar para ajudar muitos atletas (ou não) na recuperação e prevenção de dores físicas ou emocionais. 
Agradeço o judô por me dar as melhores amizades da minha vida.

http://espn.uol.com.br/video/550988_maos-que-atacam-e-curam-conheca-a-historia-de-uma-nobre-representante-do-judo-brasileiro

terça-feira, 8 de setembro de 2015

BANDAGEM PASSO A PASSO PARA PROTEGER O DEDO.

Todo judoca um dia irá machucar os dedos.

Pensando nos atletas que sofrem com as dores nos dedos, por causa das disputas de pegadas, resolvi escrever este post para ensiná-los a proteger seus dedinhos durante os treinos ou competição.

Conheça a anatomia da sua mão, vamos falar da sua falange, isto é, do seu dedo, observe a figura abaixo:

As fortes faixas de tecido nos dedos que conectam os ossos são chamados de ligamentos. 

Quando você sofre trauma ou lesiona os ossos dos dedos, os ligamentos também sofrem lesão. 


A bandagem será feita para estabilizar o seu ligamento colateral entre a falange proximal e média. 

Siga passo a passo:

Material: 
1- Esparadrapo de qualidade.
Obs.: ideal as marcas alemãs, americanas e japonesas. Nossos esparadrapos nacionais tem uma cola muito ruim e após 20 min de treino, com o suor, já era toda a bandagem!
2- Um pouco de algodão ou uma tirinha de esponja de cozinha.


PASSO 1- Faça 2 tirinhas e dê uma volta no dedo, conforme a foto.
                                      
Onde está riscado com a com a caneta é o local que queremos estabilizar com o tape.

                                      

PASSO 2- Faça uma tira do tamanho entre as 2 tiras de esparadrapo e cole conforme a foto cobrindo todo o ligamento colateral da falange.
                                    

PASSO 3- Faça mais 2 tiras e cole como um X em cima da tira de esparadrapo anterior.


Veja como vai ficar com o X:



PASSO 4- Corte mais 2 tirinhas como no passo 1, apenas para prender as tiras coladas anteriormente.

PASSO 5- Faça o X igual, do outro lado para dar mais estabilidade ao seu dedo.


PASSO 6- Corte mais 2 tirinhas e enrole conforme a foto para prender os 2 X laterais.

PASSO 7- Agora você vai precisar de um pouco de algodão ou corte uma tirinha de esponja de cozinha. Enrole com o esparadrapo, para ficar um pouco mais resistente e se quiser poderá usar novamente em uma nova bandagem.
Você deverá fazer este rolinho do tamanho que você fez a sua bandagem com uns 0,5 cm de largura. (Veja no passo 8 o tamanho)



PASSO 8- Agora você vai precisar de mais 2 tirinhas para prender o rolinho no seu dedo. 


PASSO 9- Com mais 2 tirinhas, enrole o esparadrapo com a 4ª falange. 


PASSO 10: Você está pronto para treinar sem MIMIMI que o dedo está doendo!
FICA A DICA: Espere o corpo "esfriar" para tirar a bandagem. Assim evitará edemas (inchaço). 
Logo em seguida faça GELO por 20 min. Ideal é pegar um copo com um pouquinho de água e cheio de gelo. Mergulhe o dedo lá....e dói quando faz....mas depois melhora muito!


Obs.1: O rolinho foi feito para dar espaço entre os dedos e para não haver atrito entre os ossos das falanges durante a pegada. Quando você não faz este rolinho, o atleta vai sentir DOR todas as vezes que dobrar as falanges para fazer a pegada.

Obs.2: Se apertar muito o esparadrapo, você estará prendendo a circulação sanguínea. 


Não passou a dor? Venha até aqui!

Tratamento Especializado contra dores em geral.
Atendimento com hora marcada pelo tel (13) 98147.1059 ou via whatsapp.